Coronel Pacheco: uma cidade que respira música

15 jun
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Participantes do Conjunto de Cordas Camilo dos Santos se apresentam junto à Orquestra da Associação Música no Interior

A pequena cidade mineira de Coronel Pacheco recebeu, no fim de 2015, um projeto que mudou o aprendizado nas escolas e a forma como seus moradores têm contato com a cultura. O Programa de Musicalização Manoel Leão, que começou com aulas de flautas para alunos de instituições públicas, ganhou força com a criação do Conjunto de Cordas Camilo dos Santos e hoje beneficia crianças, jovens e adultos com talento para a música.

O projeto existe com o objetivo de ampliar o conhecimento e divulgar a música para a comunidade. “Foi uma forma de estimular o desenvolvimento sociocultural, transpondo através da música suas expressões de sentimentos e pensamentos. Apesar de ser uma cidade com poucas opções culturais o projeto está tendo uma boa aceitação e uma efetiva participação e empenho por partes dos alunos” afirma a Secretária de Cultura de Coronel Pacheco, Alexsandra Aparecida Silva Rezende.

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Apresentação do Conjunto de Cordas Camilo dos Santos

A ideia de expandir a cultura na cidade surgiu a partir da iniciativa da atual presidente do Rotary Club Juiz de Fora Norte, Maria Aparecida Barra, em 2009. Mas o projeto, que nunca foi esquecido pelo clube, só conseguiu ganhar forma em 2015 com a parceria feita com prefeitura da cidade e o Camilo dos Santos, que doou 20 violinos e 10 violões para realização das aulas. Com a estrutura montada, a prefeitura convidou o maestro João Paulo Fazza para estar à frente do trabalho. “O maestro levou as flautas para as escolas para começar a musicalizar as crianças e a partir do momento em que as crianças começam a mostrar o perfil, ele vai introduzindo os violinos”, conta a presidente.

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Apresentação de flautas do Programa de Musicalização Manoel Leão

Hoje o projeto ganha novas perspectivas e preza pelo talento dos jovens para a música. “A ideia é que no final do quinto ano a gente selecione crianças que o professor vê que têm aptidão musical para iniciarem em outros instrumentos”, explica o maestro. Esse foi o caso de Mariana dos Santos Machado da Silva, que tem 11 anos e está no sexto ano da escola. “Participo há uns cinco ou seis meses e comecei a me interessar quando o João Paulo me chamou por tocar flauta muito bem”, conta ela sobre o início das aulas de violino.

O estudo musical também reflete de forma positiva no aprendizado dentro da escola, uma vez que as crianças têm o desenvolvimento cognitivo, melhoram a habilidade de leitura e a concentração. “A eficácia da música dentro das escolas é notória e vemos o resultado em pouco tempo. O trabalho da flauta doce é o primeiro contato musical e a partir daí vamos para outros instrumentos mais complexos, que exigem concentração e disciplina”, comenta o maestro. Com o ensino de outros instrumentos, as crianças vão ganhando a oportunidade de se desenvolverem e enxergarem a música em seus futuros.

De mãe para filhas

O projeto de musicalização não só encantou as crianças, como também passou a fazer parte da realidade dos adultos. Lilian Fernandes começou a participar das aulas de violão quando o programa chegou à Coronel Pacheco e se tornou exemplo para suas duas filhas: Maria Fernanda, que tem 9 anos e está aprendendo violão, e Lara, que tem 11 anos e toca violino no conjunto de cordas.

A mãe, que sempre gostou de música, hoje aprende e acompanha os resultados da participação das filhas, que refletem no próprio projeto, na escola e na convivência em casa. “A música abre espaço não só para a alegria, mas também para a comunicação e está relacionada na forma como você vê o mundo e trata as pessoas”, afirma Lilian.

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Lilian Fernandes e suas filhas, Maria Fernanda e Lara

Mostras Musicais

Ao longo de mais um ano e meio de projeto, foram realizadas duas mostras musicais na cidade que apresentaram ao público o trabalho desenvolvido pelo programa de musicalização. A primeira aconteceu em 19 de novembro de 2016 e a segunda em 03 de junho de 2017. Com essas duas apresentações, pais, professores e associados do Rotary Club Juiz de Fora Norte puderam presenciar a evolução das crianças que ganham cada vez mais experiência no universo musical.

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Alunos de violão, violino e flauta fazem apresentação para a comunidade de Coronel Pacheco e associados do Rotary Club Juiz de Fora Norte

A última apresentação, em junho deste ano, contou com a participação das crianças que aprendem flauta, do Conjunto de Cordas Camilo dos Santos e da Orquestra da Associação Música no Interior, formada por alunos de outras cidades da região. “A nossa orquestra hoje, que possui membros de várias cidades, funciona nesse sentido: de pegar os melhores, os destaques de cada lugar, e fazer essa junção para se tornar uma referência”, afirma João Paulo. São João Nepomuceno, Guarani, Rio Novo, Descoberto e Piau ajudam a compor a orquestra que também faz parte do desenvolvimento cultural de Coronel Pacheco.

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